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15 de julho de 2026

Confiança das famílias de Natal melhora e atinge maior nível em 12 meses

Instituto Fecomércio RN analisa que, apesar de ainda abaixo da linha de otimismo, indicador da capital potiguar medido pela CNC avançou ao longo do primeiro semestre, refletindo melhora da renda e geração de empregos

Fábio Pozzebom/Agência Brasil

A confiança das famílias de Natal encerrou o primeiro semestre de 2026 em trajetória de recuperação. Em junho, o Índice de Confiança das Famílias (ICF), divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), marcou 92,8 pontos na capital potiguar. Embora o resultado ainda indique pessimismo, por estar abaixo dos 100 pontos, o indicador mostra recuperação de 15,1 pontos em relação ao mesmo período do ano passado.

A análise do Instituto Fecomércio RN (IFC) aponta que o avanço está relacionado ao aumento da renda e à manutenção da geração de empregos em Natal. Até maio deste ano, a capital potiguar abriu 2,3 mil vagas de trabalho com carteira assinada, fator que contribui para melhorar a percepção das famílias sobre sua condição econômica e capacidade de consumo.

Na comparação regional, Natal acompanha um movimento observado em boa parte do Nordeste. Das nove capitais nordestinas analisadas, seis apresentaram índices abaixo dos 100 pontos em junho, indicando que a cautela das famílias em relação ao consumo ainda é predominante na região. No levantamento, Natal ficou à frente de Teresina, João Pessoa e São Luís, e próxima de capitais como Fortaleza e Maceió.

De acordo com o IFC, o resultado mostra que ainda existem desafios importantes, mas também revela sinais consistentes de melhora no ambiente econômico da capital. Quando analisado o índice em perspectiva, percebemos que a confiança das famílias de Natal vem se recuperando. Ainda há cautela, especialmente em relação ao consumo de bens duráveis, mas a melhora da renda e a geração de empregos criam uma base mais favorável para o comércio e os serviços. Esse movimento precisa ser acompanhado com atenção, porque a confiança das famílias é um dos principais termômetros da atividade econômica.

O levantamento mostra que a baixa intenção de consumo, tanto no momento atual quanto em relação ao futuro, especialmente para bens de consumo duráveis, ainda pesa sobre o indicador. Mesmo assim, o desempenho recente sugere uma redução do pessimismo das famílias natalenses, em um contexto de mercado de trabalho mais aquecido. A recuperação gradual da confiança pode favorecer o consumo ao longo dos próximos meses, desde que sejam mantidas as condições de renda, emprego e estabilidade econômica.

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