Evento reuniu empresários e representantes do varejo farmacêutico para debater o atual contexto do segmento com palestras técnicas
Aprofundando as relações e promovendo debates pertinentes ao setor, o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do RN (Sincofarn) realizou, na sexta-feira (26), o 1º Workshop de Atualização para o Setor Farmacêutico, na sede da Fecomércio RN. O evento, que ocorreu na sede da Federação, trouxe para o debate pautas estratégicas para o varejo farmacêutico diante de mudanças políticas e econômicas.

Para a presidente do Sincofarn e diretora da Fecomércio RN, Diva Dutra, a experiência busca trazer um novo momento para o segmento. “Este é um momento oportuno para discutirmos os desafios que impactam nossos negócios no dia a dia, compartilharmos experiências e planejarmos, de forma estratégica, ações que contribuam para o fortalecimento e o desenvolvimento do nosso setor”, pontuou.
Evento contou com palestras técnicas sobre o setor
Durante o evento, foram ministradas três palestras de pautas estratégicas que dialogam diretamente com o cotidiano dos negócios, abordando questões como a competitividade, capacidade de adaptação e sustentabilidade.

A primeira, conduzida pela auditora fiscal do estado Maria Alzenete Xavier Moura, destacou as diferenças entre o Simples Nacional e Lucro Presumido, abordando vantagens e riscos para as empresas. “Na escolha do regime tributário, é fundamental que a empresa leve em consideração fatores como a folha de pagamento e o perfil dos seus clientes, para que a decisão seja a mais adequada à sua realidade”.
Em seguida, o diretor da Divisão de Inovação e Competitividade da Fecomércio RN, Luciano Kleiber, ministrou a palestra “Nova Jornada de Trabalho no Brasil: impactos e consequências”, voltada para discutir o impacto da mudança na jornada de trabalho e na redução de horas semanais no varejo farmacêutico.

“A jornada de trabalho não pode ser analisada de forma isolada. Quando ela muda, há impactos diretos na produtividade, na estrutura de custos, na capacidade de atendimento ao consumidor e, consequentemente, no faturamento das empresas. Tudo isso influencia a competitividade do setor e a manutenção dos empregos, por isso é fundamental que esse debate seja conduzido com responsabilidade e baseado em dados”, explicou Kleiber.
Novo piso salarial dos farmacêuticos foi ponto discutido
Encerrando a programação do evento, o presidente do Sistema Fecomércio RN e coordenador da Câmara Brasileira de Produtos Farmacêuticos (CBFARMA) da CNC, Marcelo Queiroz abordou a implementação do novo piso salarial dos farmacêuticos, apresentando dados que impactam a realidade dos negócios.

“A imposição de um custo fixo, sem considerar as diferentes realidades das empresas ao longo de todo país, pode comprometer a sustentabilidade de grande parte do comércio farmacêutico brasileiro. Não estamos falando apenas de um impacto econômico sobre os negócios, mas de uma medida que pode reduzir o acesso da população aos medicamentos e aos serviços prestados pelas farmácias, especialmente nas cidades menores. O risco não é apenas para o setor, mas para a própria assistência à saúde da população”, finalizou o presidente Marcelo Queiroz.