O Rio Grande do Norte iniciou 2026 com saldo positivo de 1.164 empregos formais, resultado bem superior ao registrado em janeiro de 2025, quando o estado fechou 341 postos de trabalho. O desempenho colocou o RN como o terceiro maior gerador de vagas do Nordeste no mês, respondendo por 19% do total de empregos criados na região (+6.134), atrás apenas de Bahia e Maranhão.
Os dados constam no Novo Caged, divulgados na terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e ganham um recorte exclusivo do Instituto Fecomércio RN (IFC) que detalha o comportamento do mercado de trabalho no segmento de turístico.
Turismo tem pior janeiro da série histórica
Na análise por atividade econômica, Serviços (+1.094) e Construção (+883) lideraram as contratações no estado, enquanto Agropecuária (-640) e Comércio (-373) registraram os maiores saldos negativos.
No entanto, o dado que chama atenção é o desempenho do Turismo. O setor fechou janeiro com saldo negativo de 43 vagas , sendo o pior resultado para o mês em toda a série histórica iniciada em 2007. Em 20 anos, esta é a segunda vez em que o Turismo potiguar começa o ano no vermelho, como observado em 2018.
As demissões se concentraram principalmente nas atividades de Alimentação (-51), Alojamento (-4) e Agências de viagens (-1). Na capital, o saldo do Turismo foi de -125 postos, com destaque para o fechamento de vagas em bares, restaurantes e hotéis.
Uma surpresa é Felipe Guerra, município destaque pelo interesse turístico de suas cavernas, que teve um saldo de 40 vagas, resultado que demonstra a diversidade e possibilidade do estado.
O resultado contrasta com o crescimento de 134,1% na chegada de turistas estrangeiros ao estado e com a alta de 12,2% na movimentação de passageiros no aeroporto de Natal, na comparação com janeiro de 2025.
De acordo com o IFC, os números indicam um cenário que exige atenção estratégica. O crescimento no fluxo de turistas demonstra que o Rio Grande do Norte tem potencial e infraestrutura para ampliar sua atividade turística. O saldo negativo, justamente em um mês de alta estação, acende um alerta importante para a sustentabilidade da cadeia produtiva ao longo do ano.
Ainda assim, o Instituto faz uma ressalva: mesmo com o desempenho negativo de alguns segmentos, Comércio, Serviços e Turismo responderam, juntos, por 58% da geração de empregos em janeiro, mantendo o protagonismo na dinâmica do mercado de trabalho potiguar.