Expofruit apresenta polo cítrico como nova opção para o setor de fruticultura potiguar

A consolidação de mercados já existentes e a abertura de novas fronteiras comerciais são prioridades da fruticultura potiguar, reafirmadas na Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (Expofruit). A 24ª edição do evento foi aberta na noite desta quarta-feira (24), na Estação das Artes Eliseu Ventania, em Mossoró, em meio ao otimismo do setor com negócios consolidados e o apoio a novos e promissores cultivos.

Uma das novas apostas da fruticultura potiguar é polo de frutas cítricas, projeto que avança no Distrito de Irrigação no Baixo Açu (DIBA), na Região do Vale do Açu, onde já se destaca a produção da banana e da manga. O Sebrae no Rio Grande do Norte é parceiro no projeto. Atenderá um total de oito produtores, numa área de aproximadamente 350 hectares destinados ao cultivo de limão Taiti. Serão desenvolvidas consultorias tecnológicas, orientação na condução dos pomares e ações voltadas à inserção do produto no mercado.

“Temos muitos projetos para apoiar o produtor rural, o fruticultor do Rio Grande do Norte. O polo cítrico é um projeto promissor. E, assim como já fazemos em outros cultivos, vamos desenvolver ações que irão alavancar o cultivo. Somos um Estado que produz não apenas melão. Produz frutas. O comprador está aqui. Temos as universidades, a expertise. E o cítrico promete muito”, avalia o diretor superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto.

De acordo com o diretor técnico do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti Júnior, a inserção de novas culturas tende a consolidar ainda mais o Rio Grande do Norte no cenário da fruticultura. “No momento em que investimos em culturas já consolidadas, como melão, manga, melancia e mamão, e, paralelo a isso, pensamos em novas culturas, como o polo cítrico, estamos elevando à condição de protagonista a fruticultura potiguar no Brasil e no mundo”, avalia.

Otimismo

Carro-chefe da fruticultura do estado, o melão recebeu o devido destaque na abertura da Expofruit. A governadora Fátima Bezerra defendeu ampliação do mercado chinês para o melão potiguar. Esse pleito, segundo Fátima, será reforçado em diálogo online, nesta quinta-feira (25), com a Cônsul Geral da China, Yan Yuqing, palestrante do Fórum da Fruticultura, evento técnico e científico da Expofruit. “Conversamos em 2019 e renovaremos o apelo em favor da nossa fruticultura, porque temos melão de boa qualidade, saudável e em abundância para enchermos cada vez mais os navios de frutas e levá-las para a China”, disse.

O momento para essa expansão é oportuno, segundo o presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX/RN), Fábio Queiroga. “Estamos com o maior número de estandes, a procura até surpreendeu, o que mostra o interesse de comercializadores, clientes, produtores do Brasil e do exterior na nossa fruticultura. Em relação à China, nossa meta é transformar o que já é grande, em algo ainda maior”, afirmou.

Esse otimismo se sustenta em números. De acordo com dados do Sebrae/RN, em outubro, a exportação do melão fresco cresceu e somou US$ 19,3 milhões ante US$ 10,8 milhões em setembro. O desempenho estava relacionado à retomada da safra. A expectativa é que 2021 alcance os mesmos números do ano passado, quando o Rio Grande do Norte exportou 300 mil toneladas de frutas frescas e movimentou R$ 750 milhões.

Negócios e ciência

Realizada de forma presencial após quatro anos, a Expofruit é produto de parceria entre Sebrae-RN, Coex e Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), com apoio de outros parceiros. Com o tema “Valorizando as Oportunidades da Fruticultura, a Expofruit é destaque nacional e internacional do setor. Tem expectativa de movimentar R$ 60 milhões e receber 15 mil pessoas nestes três dias.

Das 18h às 23h, na Estação das Artes, há a exposição de produtos e serviços da cadeia produtiva da fruticultura, aberta ao público, mediante protocolos de prevenção à Covid. Pela manhã e à tarde, ocorre a programação científica, na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).

Instalada em área total de 15 mil metros quadrados, a feira conta 360 estandes de empresas nacionais e internacionais da cadeia produtiva da fruticultura (fábricas de polpas de frutas, distribuidoras de sementes e insumos agrícolas, tecnologia para o campo, produtos para irrigação, embalagens, entre outras). A procura por estandes este ano cresceu 30% em relação à última edição presencial, em 2018, segundo a organização do evento.

Fonte: Sebrae RN