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2 de abril de 2026

Comércio e Serviços sustentam emprego no RN em fevereiro

Os setores de Comércio e Serviços voltaram a reagir em fevereiro e ajudaram a limitar o impacto da retração geral de 2.221 postos de trabalho formais fechados no Rio Grande do Norte no segundo mês do ano. A análise é do Instituto Fecomércio RN (IFC) com base nos dados do Novo Caged divulgados na terça-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 

O saldo negativo foi determinado principalmente pela Agropecuária, que fechou 2.152 vagas, e pela Indústria, com retração de 1.012 postos. Dentro desse movimento, pesaram especialmente as atividades de lavoura de melão, cultivo de cana-de-açúcar e fabricação de açúcar e álcool, em um cenário de sazonalidade e queda da safra. O setor sucroalcooleiro respondeu sozinho pelo fechamento de 1.673 vagas no estado. 

Na direção oposta, Comércio abriu 175 postos e Serviços, 861. Entre os destaques positivos do mês estiveram Educação, com 538 vagas, em razão do retorno às aulas, além de Alimentação (+152), Supermercados (+72) e Comércio de veículos (+47). Somados, Comércio, Serviços e Turismo abriram mais de mil postos de trabalho em fevereiro. 

“Os números de fevereiro mostram um comportamento que já vínhamos observando: atividades ligadas ao comércio e aos serviços continuam respondendo de forma mais rápida, especialmente em momentos de oscilação. A sazonalidade da agroindústria teve impacto relevante neste mês, mas o desempenho do setor terciário ajuda a reduzir os efeitos sobre o mercado de trabalho e mantém a economia em movimento”, afirma o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz. 

Dados municipais confirmam movimento sazonal 

No recorte municipal, Natal liderou a geração de empregos no estado, com 550 vagas abertas, seguida por Parnamirim, com 291. Na outra ponta, municípios como Baía Formosa, Goianinha, Arez e Ceará-Mirim registraram os maiores saldos negativos, pressionados pelo desempenho da agroindústria. 

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o RN fechou 940 vagas formais. Apesar do resultado geral também negativo no período, Serviços manteve trajetória de alta e abriu 2.029 postos, enquanto o Comércio encerrou o período com saldo de -167 vagas. Nesse intervalo, o conjunto de Comércio, Serviços e Turismo ainda sustentou saldo positivo de 1.862 empregos no estado. 

Em nível regional, o Rio Grande do Norte teve o segundo pior desempenho do Nordeste em fevereiro, atrás apenas de Alagoas, também impactado pelas demissões no setor sucroalcooleiro. No acumulado do ano, o estado ficou com o terceiro pior saldo da região, novamente pressionado pelas atividades agroindustriais. 

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