A busca por crédito no país caiu ‐4,83% em fevereiro de 2025 em relação a fevereiro de 2024. Na passagem de janeiro para fevereiro, o número de consultas caiu -21,14%. É o que mostra o Indicador de Demanda por Crédito da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
“O aumento dos juros encarece o crédito e reduz sua demanda. Os consumidores estão mais cautelosos para contratar novas dívidas, além de enfrentarem barreiras na obtenção de crédito devido a restrições cadastrais. A alternativa para os consumidores é buscar fintechs, cooperativas de crédito ou programas de renegociação de dívidas em condições mais favoráveis. No entanto, para realmente ser uma opção vantajosa, é preciso priorizar quitação de dívidas caras antes de contrair novos créditos, além de analisar cuidadosamente todas as taxas e custos envolvidos”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
Analisando o perfil do consumidor que buscou crédito no Brasil em fevereiro, nota‐se que o público predominante é o masculino, com participação de 53,18%. Na abertura por faixa etária, o público com participação mais expressiva foi de 40 a 49 anos, que representou 24,84% do total.
O indicador aponta que, do público consultado, 4,86% contrataram algum serviço de crédito. Os dados mostram que desse público, 86,23% contrataram Empréstimo e 11,86% Financiamento, totalizando 98,09%. Lembramos que um mesmo CPF pode contratar mais de um produto.
Observando a abertura por grupos financeiros que realizaram consultas em fevereiro, o grupo com participação mais expressiva no Brasil foi Intermediação monetária depósitos à vista (34,22%), seguido por Atividades auxiliares dos serviços financeiros (25,19%), que totalizam 59,41% das consultas.
No momento da consulta, 34,16% dos consumidores possuíam alguma restrição ativa.
“A baixa taxa de contratação é outro ponto de atenção, já que sugere uma restrição maior por parte das instituições financeiras. Com a alta inadimplência e os juros elevados, o acesso ao crédito se torna mais seletivo, impactando o consumo e potencialmente desacelerando setores como o varejo e a construção civil.”, alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.
Abrindo os resultados por região, o Sudeste apresentou a maior participação no número de consultas em fevereiro, com 45,92%, seguido pelo Nordeste (21,27%), Sul (18,07%), Centro‐Oeste (8,26%) e Norte (6,49%).
Fonte: CNDL/SPC