Artigos do Presidente

30 de março de 2026

Uma bússola para o Brasil

A entrega da Agenda Institucional do Sistema Comércio 2026 para os parlamentares federais, nesta semana, em Brasília, não foi apenas um gesto protocolar. Foi, sobretudo, um lembrete de que o Brasil real se constrói menos no ruído das disputas e mais na disciplina das boas escolhas. Ao reunir parlamentares, lideranças empresariais e representantes do poder público, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo apresentou um mapa de prioridades de quem produz, emprega, investe e sustenta a engrenagem do País. E, em tempos de incerteza, mapas são necessários para saber aonde vamos.

Há, nesse documento, uma mensagem que me parece central: o desenvolvimento não nasce do improviso, mas da previsibilidade. A reforma tributária, agora em fase decisiva de regulamentação, precisa ser conduzida com atenção ao cotidiano de quem está na ponta, especialmente das micro e pequenas empresas, que não possuem margem para suportar mais complexidade. O Brasil não pode transformar a simplificação prometida em novo labirinto.

No Rio Grande do Norte, essa agenda ganha contornos muito concretos. Somos um estado em que o turismo tem peso econômico e simbólico, em que a aviação regional é ponte e não detalhe, e em que o pequeno negócio costuma ser o primeiro a abrir a porta e o último a fechá-la. Por isso, temas como conectividade aérea, redução de custos logísticos, atualização do Simples Nacional e fortalecimento das linhas de crédito aos pequenos são instrumentos de sobrevivência e de crescimento para milhares de empresas potiguares.

A Agenda também acerta ao colocar a segurança pública e o combate à ilegalidade no centro do debate econômico. Não há ambiente de negócios saudável onde o comércio formal disputa espaço com o contrabando, a pirataria ou a ação silenciosa do crime organizado. Cada nota fiscal emitida por uma empresa regular carrega empregos, arrecadação e confiança. Cada venda clandestina, ao contrário, corrói o asfalto por onde passam os investimentos. Defender a legalidade, neste caso, é defender o trabalhador, o consumidor e o empreendedor.

Outro mérito da CNC foi lembrar que o futuro já bate à porta com a força da tecnologia. Digitalização, meios de pagamento, inteligência regulatória e integração entre setores são parte do novo idioma da economia. O poder público precisa ouvi-lo com atenção. O setor produtivo não pede privilégio; pede regra estável, tratamento isonômico e ambiente para competir. Pede, em síntese, que o Estado evite obstáculos e seja um parceiro.

Após a leitura do documento, minha convicção foi reforçada: o Brasil precisa de menos improvisação e mais compromisso com quem faz a economia acontecer todos os dias. A Agenda Institucional da CNC é uma contribuição madura para esse debate. E, ao colocá-la nas mãos dos parlamentares, o Sistema Comércio reafirma uma verdade simples, mas decisiva: sem empresa funcionando, não há emprego; sem emprego, não há consumo; sem consumo, não há desenvolvimento.

Artigo publicado no jornal Agora RN

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