Fecomércio: 73 anos de trabalho pelo desenvolvimento do Rio Grande do Norte

Marcelo Fernandes de Queiroz, presidente da Fecomércio RN

Nesta segunda-feira, dia 10, a Fecomércio Rio Grande do Norte completa 73 anos de existência. Esta é uma história que se confunde com o desenvolvimento do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do nosso estado.

Em 1949, o cenário era bem diferente do atual: o estado somava apenas 900 mil habitantes. Os negócios locais giravam em torno das vendas a granel, do comércio de mercadorias, especialmente confecções e ferragens, e de serviços ainda tímidos, como os de alimentação. O turismo, na forma de atividade comercial organizada, havia surgido no início do século 20, mas ainda não existia no estado.

Foi neste contexto que esta grande entidade foi criada, com a missão de assegurar às empresas dos segmentos as melhores condições para gerar resultados positivos e desenvolver a sociedade. Juntamente com o Senac, braço voltado à capacitação profissional, e com o Sesc, entidade que se dedica às áreas de educação, saúde, cultura, lazer e assistência, a Fecomércio integra um dos maiores sistemas de desenvolvimento social do mundo.

Ainda por meio do Instituto Fecomércio, a Federação tem, ao longo dos anos, contribuído diretamente com a realização de estudos, pesquisas e desenvolvimento de projetos de inteligência, com o intuito de garantir inovação e competitividade para os setores representados.

É impossível falar de mais de sete décadas de trajetória e não lembrar também tantos líderes que já ocuparam a presidência desta entidade, dentre os quais destaco Jessé Pinto Freire, Reginaldo Teófilo, João Dinarte Patriota e Marcantoni Gadelha, pelo empreendedorismo, visão de futuro e capacidade de interlocução que possuíam. Homens que deixaram um grande legado em seus mandatos e que nos inspiram na condução dos trabalhos atualmente.

São 16 sindicatos filiados, que juntos com a Federação, representam 200 mil empresas, que formam a base da economia do estado, gerando mais de 330 mil empregos formais. Isso significa 75% de todas as carteiras assinadas e do Produto Interno Bruto (PIB) norte-rio-grandendese.

Certamente, muitos foram os desafios em 73 anos de história, porém, podemos afirmar que, nos últimos dois anos, a Pandemia da Covid -19 nos levou ao enfrentamento de uma crise sem precedentes, que testou ao extremo a resiliência, capacidade de adaptação e superação de todo o segmento.

Apesar de todas as dificuldades, quando fazemos um balanço, a sensação é de dever cumprido. A Fecomércio Rio Grande do Norte buscou, desde o início, uma postura proativa e propositiva. Conduzimos as negociações em âmbito estadual e em articulação com as principais prefeituras, sempre com um diálogo transparente e democrático.

Foram inúmeros projetos realizados pela Federação ou diretamente apoiados, com abrangência em todo estado e foco na manutenção das vidas, dos empregos e na recuperação das atividades econômicas. Tivemos que reinventar a nossa forma de trabalhar e conviver, aprendemos coisas novas, crescemos e estamos mais fortes, como pessoas e como organização.

O Rio Grande do Norte é um estado de muitas oportunidades, onde há ainda diversos desafios a serem superados. E a Fecomércio tem na sua origem e na missão que direciona cada atividade realizada o trabalho incansável para fazer este estado e o comércio de bens, serviços e turismo cada vez mais forte. É neste propósito que seguiremos firmes neste novo ciclo!