Notícias

30 de julho de 2026

Confiança do comércio natalense permanece positiva, mas perde fôlego em julho

Icec atingiu 107,6 pontos; avaliação das condições atuais e menor intenção de investir influenciaram o recuo mensal

A confiança dos empresários do comércio de Natal permaneceu em nível positivo em julho. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), calculado pela Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 107,6 pontos, considerando a série com ajuste sazonal. Resultados acima de 100 pontos indicam percepção otimista.

Segundo análise do Instituto Fecomércio RN (IFC), apesar de permanecer na faixa de confiança, o indicador apresentou perda de fôlego. Em junho, o Icec havia registrado 109,3 pontos. Na comparação com julho de 2025, quando alcançou 108,5 pontos, também houve redução.

O resultado foi sustentado, principalmente, pelo elevado otimismo entre as empresas de maior porte, pelo desempenho do comércio de bens semiduráveis e pelas expectativas dos empresários para os próximos seis meses.

Em sentido contrário, a avaliação menos favorável das condições atuais e a redução da intenção de realizar investimentos contribuíram para o recuo do índice. O movimento ocorre em um cenário de crescimento econômico mais moderado e de manutenção dos juros em patamar elevado.

Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, a permanência do Icec acima dos 100 pontos demonstra que o empresariado natalense continua confiante na atividade comercial, embora esteja mais cauteloso nas decisões de expansão.

“Os empresários mantêm uma perspectiva positiva para os próximos meses, o que é importante para a atividade econômica. Ao mesmo tempo, o recuo da intenção de investir mostra que o ambiente de juros elevados ainda impõe limites às decisões das empresas”, afirma.

Os dados observados pelo IFC revelam uma diferença entre as expectativas futuras e a percepção do momento atual. O empresário continua otimista em relação aos próximos seis meses, especialmente nas empresas maiores e no segmento de bens semiduráveis. Entretanto, a piora na avaliação das condições atuais e a menor disposição para investir indicam uma postura mais prudente diante do ritmo da economia e do custo elevado do crédito.

Outras notícias

Ir para o conteúdo
Fecomércio RN
Visão geral de privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você acha mais interessantes e úteis.