Ao olhar para 2026, a economia do Rio Grande do Norte parece caminhar com passos mais curtos, porém mais firmes. Iniciamos um ano com projeções de um crescimento de 1,1% do PIB estadual, segundo o Banco do Brasil: um ritmo inferior ao observado em anos recentes, mas ainda positivo. Porém, é inegável que, em um cenário nacional marcado por juros elevados, crescer, ainda que menos, passa a ser um sinal claro de resiliência.
Esse movimento não é casual. Mais uma vez, os setores de Comércio de Bens, de Serviços e de Turismo surgem como as principais alavancas que farão girar os negócios neste novo ano, com expectativa de expansão de 1,4%. São segmentos que funcionam como o pulso diário da atividade econômica, traduzindo renda, consumo, empregos e circulação de oportunidades. Quando eles avançam, o Rio Grande do Norte respira melhor.
E mesmo com a desaceleração em relação no ano passado, 2026 deve marcar o sexto ano consecutivo de crescimento da economia estadual. Esse dado, por si só, diz muito. No acumulado desde o período pré-pandemia, o Rio Grande do Norte cresceu 18,3%, superando as médias nacional e regional. É um resultado expressivo, que revela uma economia que aprendeu a se reorganizar após o choque, encontrando no setor terciário sua principal marcha de tração.
Há sinais que ajudam a sustentar esse horizonte. As perspectivas de queda gradual da taxa de juros e de inflação, aliadas à manutenção de baixos níveis de desemprego, criam um ambiente mais favorável para decisões de consumo e investimento. O Turismo, em especial, segue como protagonista. Depois de crescer mais de 5% em 2025, com altas taxas de ocupação na alta estação, o setor chega a 2026 carregando expectativas positivas e capacidade concreta de irradiar efeitos sobre comércio, serviços, transporte e economia criativa.
Nem tudo, contudo, é maré cheia. As restrições fiscais, tanto em âmbito nacional quanto estadual, podem limitar a expansão do consumo. Esse fator exige cautela e planejamento, sobretudo para evitar soluções de curto prazo que comprometam o crescimento futuro.
Nesse contexto, Natal desponta com atenção positiva. A capital foi decisiva em 2025, com a geração de mais de 8 mil empregos até novembro, e reúne expectativas relevantes para 2026, impulsionadas por investimentos viabilizados a partir de empréstimos já aprovados pela Câmara Municipal. O dinamismo da capital costuma irradiar efeitos para todo o estado, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando oportunidades.
Concluímos, assim, que 2026 não se anuncia como um ano de euforia, mas de consolidação. Um período em que o Rio Grande do Norte será chamado a provar que o crescimento recente não foi um acaso, mas resultado de bases mais sólidas. E, nesse processo, trabalharemos para que o Comércio, os Serviços e o Turismo continuarem sendo protagonistas de uma história de adaptação, resistência e esperança no amanhã