Restrição de deslocamento pode fomentar o comércio local

Os impactos causados pelas medidas para controle da epidemia do Covid-19 em Pernambuco possuem o poder de paralisar parte do setor produtivo, o que, consequentemente, geram desdobramentos negativos maiores para os pequenos negócios, visto que são mais sensíveis a momentos de recuo na demanda, em especial quando o período é prolongado e, geralmente, não possuem grandes reservas financeiras para passar por crises graves. É importante destacar que, segundo o Sebrae, 99% dos estabelecimentos fazem parte das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) e são responsáveis por mais da metade dos empregos com carteira de trabalho (54,5%) e pelo pagamento de 44% da massa de salários no país.

Um momento atípico como este reduz de maneira significativa o fluxo de pessoas nos grandes centros comerciais, além de afetar a dinâmica das lojas com a grande parte dos clientes e funcionários não podendo chegar aos grandes centros. Sem a movimentação dos consumidores pelas ruas e shoppings, as vendas recuam ainda mais, pois o comerciante perde as compras planejadas e as compras por impulso que a população faria. E este não é o único prejuízo, os lojistas do comércio tradicional ainda são afetados com custos de pagamentos de aluguéis, energia, fornecedores, etc. Pós-crise ainda tem a questão de contabilizar os prejuízos e o tempo perdido para reorganização das equipes e pagamentos.

Diante dos dados apresentados, assim como a relevância dos pequenos negócios para a economia, convidamos a população pernambucana para contribuir com ações que reduzam os impactos negativos dos pequenos negócios, criando assim uma preferência para o consumo de produtos em estabelecimentos autorizados a funcionar em seus respectivos bairros, fomentando, neste momento de queda da demanda, o comércio local.

A preferência criará uma rede positiva de manutenção da demanda local, dará condições para uma maior resistência dos pequenos negócios e, consequentemente, dos empregos e, por fim, trará condições para que os pequenos empreendedores mantenham a relação com os fornecedores, podendo reduzir a possibilidade de desabastecimento local. Desta forma, pedimos aos pernambucanos que entrem no movimento e, mais do que nunca, comprem do pequeno comércio do seu bairro.

Fonte: CNC