Consumo colaborativo cresce e 40% das pessoas trocam hotel por casa de terceiros

Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais do país revela que as modalidades de consumo colaborativo mais conhecidas e utilizadas pelos brasileiros são o aluguel de casas e apartamentos em contato direto com o proprietário (40%), caronas para o trabalho ou faculdade (39%) e aluguel de roupas (31%).

Outras formas de economia compartilhada as quais os consumidores já recorreram são aluguel de bicicletas espalhadas pela cidade (17%), aluguel de quartos para terceiros, como viajantes, por exemplo (16%), locação de carros particulares (15%) e compartilhamento de moradias em estilo comunitário, também conhecido como co-housing (15%).

De acordo com a pesquisa, 79% dos brasileiros concordam que o consumo colaborativo torna a vida mais fácil e funcional e 68% se imaginam participando de práticas nesse sentido em no máximo daqui a dois anos.

O levantamento também aponta que, para determinadas categorias de produtos, os brasileiros acreditam que vale mais a pena alugar em vez de adquirir um novo, como livros (56%), equipamentos de ginástica (53%), artigos esportivos (53%), itens de jardinagem (51%) e instrumentos musicais (50%). Levando em consideração os últimos 12 meses, 24% dos consumidores venderem alguma peça do próprio guarda-roupa e 22% repassaram seu celular para terceiros mediante uma venda.

Vantagens

Quando indagados sobre as principais vantagens do consumo colaborativo, a economia de dinheiro aparece em primeiro lugar: opinião de 47% dos consumidores. Em seguida, aparecem opções como evitar o desperdício (46%), combater o consumo em excesso (45%) e o fato de poder ajudar o próximo (38%). Outros dizem que se trata de promover o incentivo à troca de experiência com outras pessoas (34,0%), contribuir para a preservação do meio ambiente (31%), além da oportunidade de conhecer gente nova, fazer novas redes de relacionamento (30%) ou de melhorar a qualidade de vida (29%). Há ainda 28% de entrevistados que veem no consumo colaborativo uma oportunidade para ganhar dinheiro.

As formas mais mencionadas para conhecer as práticas de compartilhamento são os sites – principalmente no caso do financiamento coletivo (43%), aluguel de itens esportivos (43%), aluguel de brinquedos (41%) e do aluguel de eletrônicos que não estão em uso (40%). Já a recomendação de amigos ou conhecidos é mais comum para quem usufrui de caronas (47%), recorre à aluguel de casas e apartamentos direto com o proprietário para temporadas (44%) ou ao aluguel de roupas (44%).

Fonte: SPC Brasil