Fecomércio RN participa de Fórum de Investimentos com palestras de ministros de Estado e autoridades internacionais

A Fecomércio Rio Grande do Norte participou, entre os dias 31 de maio e 1º de junho, do Fórum de Investimentos Brasil 2021, evento internacional on-line de atração de investimentos estrangeiros para o país, organizado pela Apex-Brasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Governo Federal. A Federação do Comércio potiguar foi representada pelo ouvidor Jaime Mariz.

O Fórum destacou oportunidades de investimentos estrangeiros em setores estratégicos, como agronegócios, energético, infraestrutura, inovação, saúde e tecnologias, e reuniu cerca de 5 mil pessoas, de 101 países, como autoridades dos governos federal, estaduais e municipais; executivos de grandes empresas do Brasil e do mundo, além de representantes da academia, imprensa e formadores de opinião.

O presidente do BID, Maurício Chaves Caroni, afirmou que o Brasil é o 4º país que mais captou investimentos no mundo nos últimos quatro anos e o primeiro na América Latina, e para os pequenos negócios o país precisa investir cerca de US$ 20 bilhões. Além disso, pontuou que 1/3 das empresas instaladas na China manifestam o desejo de se estabelecer em outros países, e o Brasil é uma excelente opção.

Benigno López, vice-presidente de Setores e Conhecimento do banco, comentou que o país tem vários entraves que prejudicam a competitividade, o que diminuiria muito após as reformas tributária, administrativa e política, e em paralelo, seria necessário melhorar a infraestrutura e a transparência. No campo da energia, López disse que o Brasil tem uma excelente matriz energética e emite pouquíssimo CO2.

Ana Paulo Vescovi, diretora de Macroeconomia do Santander, completou que 75% do PIB brasileiro está em ações tributárias na justiça, fato que deixa o mundo perplexo.

Sobre as reformas, Ana Novik, Head de Investimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OECD), reforçou a necessidade de ter uma legislação menos burocrática. Mesmo assim, com estes entraves, Novik apontou que o país tem 13 mil startups em diversos setores. Na sua análise, até 2050, o Brasil estará produzindo 40% dos alimentos do mundo, sendo cada vez mais um país estratégico.

Apresentações ministeriais
O ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou números do trabalho do Governo Federal. O Programa de Emergência do Governo Federal gastou 8,5% do PIB do Brasil, poupando 11 milhões de empregos. Segundo Guedes, nos primeiros quatro meses de 2021, foram criados 1 milhão de novos empregos.

“Ano passado, as previsões de queda do PIB eram de 10% e conseguimos amenizar a queda para 4,1%. A previsão de crescimento econômico dos organismos internacionais para esse ano era de 2%, depois alteraram para 3,4% e agora já preveem mais de 5%”, disse o ministro de Estado. A relação dívida/PIB está em 89% e deve cair para 85%, com a retração do déficit público de 3% ao ano.

De acordo com o ministro, a previsão de captação de investimentos externos em parcerias com empresas brasileiras para próximos quatro anos é de R$ 600 bilhões. Atualmente, o Brasil é o 4ª maior destino de investimentos estrangeiros. Paulo Guedes ainda confirmou a privatização da Eletrobrás e Correios para este ano, além de 150 outros ativos de privatizações e concessões.

No campo da energia ligado à industrialização, o ministro é otimista na reindustrialização através da energia. “O futuro é verde e digital”, afirmou.

Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura, falou sobre os mais de 70 leilões de rodovias, ferrovias (1), portos (5) e aeroportos (22) já realizados, e a previsão dos leilões da rodovia Dutra, do porto do Espírito Santo, do porto de Santos, da rodovia BH-Gov. Valadares, da BR-364 em Rondônia, da Ferrogrão e do metrô de BH, o que representará R$ 1 trilhão em desestatização.

Transformando isso em números, em 2021, irão a leilão 87 ativos, com uma previsão de receita de R$ 66,9 bilhões; e em 2022, irão a leilão cerca de 100 ativos, entre aeroportos, rodovias, ferrovias e portos. Segundo Gomes, os R$ 48,4 bilhões captados em leilões, serão investidos em infraestrutura. “O Brasil tem o maior programa de infraestrutura em andamento”, disse o ministro.

No setor agrícola, o ministro Tarcísio Gomes disse que entre os anos de 2020 e 2021, o agronegócio no Brasil cresceu 12,1%, com exportações de soja, proteína animal e café. “Também exportamos ferro, maquinário, aeronaves, entr outros. Temos uma diversificada pauta de exportação”, completou.

Sobre a energia e a preservação do meio-ambiente, o ministro da Infraestrutura garantiu que o Brasil tem 64% das reservas de mata nativa do planeta, tem mais de 66% de seu território preservado e 42% da nossa matriz energética é limpa.